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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

[Resenha] Série Uglies - Feios de Scott Westerfeld

Ando muito distópica por essas semanas, não? Bem, não importa, pois esse livro é mais uma excelente leitura que tive o prazer de achar por ai. Nunca tinha ouvido falar de Scott Westerfeld até encontrar um livretinho dentro de um outro livro, com o primeiro capítulo de Feios.

A princípio pensei que fosse ironia, a capa mostra claramente uma garotinha (ou garotinho?) linda. Fiquei encucada com isso e larguei o livro que tinha acabado de comprar, que alás nem me lembro qual era, para ler o primeiro capítulo de Feios. Não preciso nem dizer que fiquei maluca pra ter esse livro na minha estante.

E realmente não me arrependi. Feios é uma distopia das mais bem elaboradas, acho que só perde mesmo para "O Pacto", um livrinho de capa de borboleta que achei escavando prateleiras no Sr. Saraiva.

Este livro conta a história de Tally Youngblood, uma "Feia" prestes a se tornar Perfeita, já que seu aniversário de 16 anos se aproxima. Mas o que significa tornar-se Perfeita? Significa passar por uma operação plástica e retirar todas as imperfeições que você venha a ter (cabelo ruim, espinhas e gordura localizada me vêm a mente não sei porquê.)

Parece legal, e é o que a Tally acha, e é o que ela mais quer: Se tornar Perfeita e ir pular de prédios com jaquetas de bungee jump dos prédios de Nova Perfeição com seu melhor amigo, e já Perfeito, Peris, mas na minha opinião fecal só faz todos ficarem plasticamente iguais. Boooooring.

Tally, solitária enquanto espera os três meses que a separam de Peris e sua vida Perfeita, conhece uma garota também ainda feia chamada Shay, e cria-se ali uma amizade imediata. A garota gosta de aprontar tanto quanto Tally e isso as une, tanto que Shay resolve contar o seu maior segredo: Não quer ser Perfeita. Nem preciso dizer que isso deixa Tally chocada até o tutano dos ossos.

Pensar em permanecer Feia faz com que Tally estremeça de pavor, o que causa uma briga entre as duas, mas Shay não iria conseguir fugir para a Fumaça, cidade rebelde que luta contra a ditadura da Perfeição comendo coelhos e queimando árvores, coisas extremamente bárbaras pro gosto de Tally, sem se despedir, ou indicar como chegar até ela, caso mudasse de ideia. O que, claro, não ocorreu.

Mas nem tudo são rosas no mundo quase Perfeito de Tally. A Dra. Cabble da Circunstâncias Especiais, uma divisão ultra-secreta de Nova Perfeição criada para manter a ordem, tem outros planos para nossa heroína. No dia tão esperado de sua operação, Tally é levada até o QG da Circunstâncias Especiais para um lero com a Dra. Basicamente, se Tally não obedecesse ao pé da letra o que a Dra. queria, ela iria permanecer Feia para sempre...

E é aí que ela parte em uma aventura até a Fumaça, onde conhece David, um feio estranhamente atraente para ela. Rola uma química imediata entre os dois, mas deixa Shay enciumada, já que ela já estava de olho no cara desde que chegou. (Não importa a época, amizade de mulher só vai até ter homem no meio xD)

O plano era simples: chegar até a Fumaça, resgatar Shay e entregar a posição dos rebeldes para a Dra. Cabble no menor tempo possível. Mas as pessoas, leia-se David, e o modo de vida dos Enfumaçados estavam tomando conta do coraçãozinho de Tally, que já estava se arrependendo de ser uma espiã da Circunstâncias Especiais. A gota d'água para sua decisão de se tornar Feia para sempre e sobreviver de coelhos e Spagboll foi tomada, um dia antes de as coisa REALMENTE pegarem fogo na Fumaça...

Me apaixonei por Feios, não só pela história, que é muito bem contada, mas pela linguagem que o autor usa. Gírias próprias são altamente exploradas no contexto e me dá uma vontade louca de passá-las para o meu vocabulário também, mas me dou conta de que ninguém vai entender quando eu disser que uma coisa é "borbulhante" ou "falsa" e aí mudo de ideia.

Outra coisa que eu adoro é a protagonista, não é a típica adolescente cabeça oca (como ela ficaria se se tornasse Perfeita). Ela é bem madura. Uma mudança deliciosa para mim que já estou até as tampas com Isabelas Swan e Evers Bloom da vida. (Façam um favor a humanidade e morram uma morte lenta e dolorosa, Ever e Bella.)

Uglies, ou Feios, pra variar, é uma trilogia, seguido por "Perfeitos" e "Especiais", além de um Spin-off, "Extras" todos já publicados no Brasil. Altamente recomendado por esta que vos escreve.

Link pra comprar no Sr. Saraiva aqui.
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

[Resenha] Black Box de Jennifer Egan - O livro "twitado"

Esse livro foi uma novidade interessante da Intrinseca, confesso que fiquei empolgada com a idéia. Imaginem só, um livro em forma de twits, um por minuto durante dez dias! Incrível! Penso inclusive em fazer algo parecido um dia, mas em escala menor. Talvez quinze twits diários durante cinco dias, mas divago...

Confesso que me empolguei bastante com o começo. Afinal era algo inusitado. Mal podia me segurar nas calças de excitação. Só senti falta de uma hashtag para acompanharmos os comentários dos leitores ou algo do tipo, mas segundo a Intrínseca, não seria possível adicionar a tag, já que alguns twits teriam os exatos 140 caracteres.

A premissa era excelente. Uma história de espionagem cheia de mistérios e suspenses, num mundo distópico. E o livro realmente me prendeu por todos os 10 dias em que foi ao ar, mas o final é meio decepcionante. Deu a impressão que a Sra. Egan correu para fazer o desfecho o mais rápido possível porque tava acabando o tempo, ou qualquer coisa assim. Uma pena.

Black Box, ou Caixa Preta, conta a história da Gatinha espiã sem nome que, em nome da pátria, conhece e se aproxima de um figurão do crime para saber os seus segredos a qualquer custo, usando de aparatos tecnológicos, possíveis apenas em filmes Holywoodianos. Câmeras com flash nos olhos, gravador nos ouvidos e até um botão de pânico e um para saudade nos joelhos. Além, claro, da "caixa preta", um chip inserido em seu cérebro, que grava os pensamentos dela, para ser usado em treinamento de futuras Gatinhas.

A moça Gatinha parecia estar fazendo muito bem o seu trabalho, até cagar arruinar tudo, com um erro primário, o que quase causa a sua morte no final. Acho que era pra dar emoção ao troço, sei lá. Realmente estava meio parado, mas na minha concepção, fazia parte do papel de Gatinha que ela estava desempenhando. (Sabe, levar o figurão pra cama, apesar de ser muito bem casada, obrigada, e distraí-lo com seus atributos femininos, enquanto gravava fragmentos de conversas comprometedoras entre outras coisas.)

Em extensa pesquisa, dois minutos de procura no Google, descobri que a personagem foi reaproveitada de outro livro da autora, o A Visita Cruel do Tempo, que não li, nem sei do que se trata, e só fiquei sabendo sobre agora, enquanto escrevo essas linhas. Não faço ideia de quem seja, e não sei se quero saber, já que não sei do que se trata o livro. Se for bom, me indiquem aí nos comentários.

Confesso que me empolguei mais pela novidade do que pelo livro em si, já que ele é confuso as vezes, pulando de um assunto pro outro em um twit. Mas é válido, afinal são os pensamentos desconexos de uma Gatinha sob stress. Você meio que aprende a lidar com isso lá pelo terceiro dia. Ou não.

Resumindo a ópera, eu gostei do livro per se, tanto pela novidade quanto pela premissa e desenvolvimento da história, o que não gostei mesmo foi do final, pois estava MUITO corrido. Sei lá, se ela não tivesse se prendido aos dez dias (na verdade 11, teve uma meia hora extra de twits como bônus) e tivesse deixado a história correr, talvez tivesse sido melhor, mas eu relevo isso por ser novidade. Há muito tempo para trabalhar nisso, já que as comportas foram abertas. Realmente espero mais livros nesse formato daqui pra frente.


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terça-feira, 30 de outubro de 2012

[Vou Ler] O Hobbit de J. R. R. Tolkien

Mesmo não sendo o meu tipo de leitura favorito, vou dar uma chance ao O Hobbit simplesmente porque meu digníssimo consorte (Oi amô :3 bjss) insistiu. O cara é pela saco mega fã de Tolkien, e me fez assistir à TODOS os filmes de O Senhor dos Anéis, versão extendida, já que eu nunca quis me aventurar por tais águas, e desconfio que não vai ser a primeira vez que faremos uma maratona Tolkien.

Eu particularmente acho meio chato os filmes, não por serem ruins, ao contrário, achei bacana e tudo o mais, só que é longo e cansativo. Nunca li os livros, talvez leia um dia, e digo o que achei.

Mas além disso, quero ler porque o filme vai ser lançado agora em Dezembro, e eu gosto de estar por dentro do assunto passando na tela, pra não perder nenhuma piada interna ou easter egg que por um acaso venha a ter. Não preciso nem dizer que irei ver o filme muito bem acompanhada. (Bêju gato ;)

Inesperadamente, Bilbo Bolseiro, um hobbit de vida confortável e tranquila no Condado recebe a visita de 13 anões e Gandalf que o arrastam em uma jornada através das montanhas e das terras ermas enfretando trolls, orcs, wargs, elfos para o resgate de um tesouro muito bem guardado por Smaug, o dragão. Bilbo se vê em diversas confusões e encontra algo que mudaria não só sua vida como de toda Terra-Média.
Achei essa sinópse, que está no Skoob, meio Sessão da Tarde, mas divago. Confesso que esse livro não me chamaria a atenção em uma livraria per se, até porque eu não curto fantasia/aventura. Meu lance está mais para o romance/sobrenatural, mas dou uma chance porque a maioria das pessoas que eu conheço e que leram O Hobbit, são apaixonados por ele. Segundo dizem, é mais leve do que Senhor dos Anéis, o que já ganha mais pontinhos comigo. Não curto ficar angustiada fazendo algo que deveria me divertir e relaxar.

E é isso, fiquem aí com o Trailler do filme, que eu achei muito bom. Acho inclusive, que me interessei mais pelo filme do que pelo livro, mas também acho que estou influenciada pela empolgação alheia. (Já mandei bêju môh hoje? :3) De qualquer forma parece um bom filme. Apreciem.


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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

[Resenha] Série The Hunger Games - Jogos Vorazes de Suzanne Collins

Finalmente voltei a ler, e nada melhor do que voltar com um livro delicioso. Jogos Vorazes, Ou Hunger Games no original, é uma excelente distopia, aliás uma das melhores que li nos últimos anos.

O livro conta, a partir do ponto de vista da protagonista, Katniss Everdeen, como o mundo quase se acabou em guerra. Na verdade não conta os pormenores da guerra, até porque eu acho que a Katniss não dá a mínima para o que é ensinado na escola, apenas como o mundo ficou: dividido em distritos, e em total controle do Capitol.

Vivendo num mizerê de dar dó, nossa heroína corta um dobrado para alimentar a irmã menor e a mãe, isso desde os 11 anos de idade, já que o pai, até então provedor da família, morreu em um acidente nas minas do Distrito 12, onde se passa o começo da história, e onde habita Katniss.

Nesse mundo, o Capitol elege no que chamam de "colheita", duas crianças de cada distrito, uma de cada sexo, para os Hunger Games. Trata-se de um reality show onde os pobres têm que se matar, até sobrar apenas um vitorioso. (Um adendo pessoal: MAS QUE BURRICE CAPITOL, matar quem lhe sustenta!! Sentar em um canavial de R**A ninguém quer né?!?! ò.ó)

Estando certa de que sua irmãzinha Prim estaria a salvo, pelo menos por este ano, já que seu nome só seria posto uma vez no sorteio, Katniss se surpreende quando o nome dela é retirado da urna. E num arroubo de fraternidade, que eu não teria com meu próprio irmão, ela resolve tomar o seu lugar, causando alvoroço em toda Panem.

Daí então a Katniss, que já não bastasse ter que passar fome, e correr o risco de ter uma morte horrorosa na arena, ela ainda tem que passar pela torturante depilação à cera, manicure e cabeleireiro, além de vestir roupas deslumbrantes e dar um show flamejante aos espectadores dos Games.

O livro é ótimo, a protagonista não é daquelas chatas que só pensam em meninos, nem muito menos insossa, como algumas personagens. Não sei porquê, mas Isabela Swan me vem a mente, mas só comentando... Ela é forte e focada em seu objetivo, que é se manter viva e voltar para casa, para Prim e para Gale, que é tipo o namoradinho, já que eles passam muito tempo juntos caçando e tentando não morrer de fome. Mas como eu disse, ela não liga muito para garotos, então o Gale, neste livro, não é muito relevante.

Relevante mesmo é o Peeta, a outra metade da colheita do Distrito 12. Ele tem um verdadeiro tropeço pela Katniss, mas ela só sabe quando (e aqui vem um SPOILER, se não quiser saber pule para o próximo parágrafo) ele diz que gosta dela em rede nacional. Não preciso dizer que eles viram o casalzinho xodó de Panem. Trágico, mas lindo. Mas só na mente perturbada das pessoas do Capitol, daqui parece bárbaro mesmo.

Hunger Games, ou Jogos Vorazes, tem um filme já lançado, excelente por sinal, bem fiel ao livro, coisa rara hoje em dia. Eu na verdade só fiquei sabendo dessa belezinha quando vi no cinema. Pra quem não leu, fica meio perdido no início, mas depois a coisa engrena e você se pega torcendo pela Katniss e pelo Peeta.

Gostou da resenha? Quer comprar o livro e me ajudar ajudar e dar suporte a autora? O Sr. Saraiva tem promoção, olha só.
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

[Não Vou Ler] Elixir de Hillary Duff

To ainda tentando preencher o vazio que fica entre as resenhas, então tô abrindo mais uma coluna aqui, no mesmo molde da "Vou Ler", mas dessa vez no sentido oposto, falando de livros que não quero ler e tentar explicar por quê. 

No caso do livro de hoje, não lerei primeiro porque eu tenho um certo preconceito com a Hilary Duff. Não gosto das músicas dela, nem da figura de menina boazinha que ela tem na mídia. Gosto pessoal mesmo. Vai ver o livro é até bom, mas nem a sinopse nem a capa me chamaram a atenção. E olha que orquídeas são uma das minhas flores preferidas.

Uma capa simples e uma premissa já batida, é isso que eu vejo nesse livro a primeira vista. Clichê e previsivel no mínimo. Imagino que a Srta Duff tenha feito sua personagem à propria imagem e semelhança, o que só me faz ter menos vontade ainda de ler sua obra. Desculpa sociedade.


Com seus dezessete anos, Clea Raymond vem sentindo o brilho dos holofotes desde que nasceu. Filha de um renomado cirurgião e uma importante política, ela se tornou uma talentosa fotojornalista, refugiando-se em um mundo que a permite viajar para diversos lugares exóticos. No entanto, após seu pai ter desaparecido em uma missão humanitária, Clea começa a perceber imagens sinistras e obscuras em suas fotos revelando um belo jovem — um homem que ela nunca viu antes. Quando o destino faz Clea se encontrar com esse homem, ela fica espantada pela conexão forte e instantânea que sente por ele. Conforme se aproximam e se envolvem no mistério do desaparecimento do pai de Clea, eles descobrem a verdade secular por trás dessa intensa ligação. Divididos por um amistoso triângulo amoroso e assombrados por um poderoso segredo que afeta seus destinos, eles embarcam em uma corrida contra o tempo para desvendar seus passados e salvar suas vidas - e seu futuro.
E é isso, posso estar enganada e o livro ser ótimo até, mas não vou ler. Talvez se me dessem de presente e não tivesse nada melhor pra ler e tals... Mas fica ai a dica pra você que gosta da Hilary. Abaixo tem o booktrailler para quem interessar possa.


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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

[Vou Ler] Série Hereafter - Eternidade de Tara Hudson

Fiquei em dúvida se gostaria de ler ou não esse livro. A capa é linda, mas a sinopse... Ainda bem que existem pessoas que resenham livros, porque senão esse iria passar batido.

Fiquei animada com o que andei lendo por ai. Pelo que andam dizendo, não é nenhum Crepúsculo com fantasmas nem nada, mas parece ser uma leitura doce e leve. Gosto de livros assim para passar o tempo. Perfeito pra devorar durante aqueles engarrafamentos quilométricos do dia a dia.

Pairando sozinha e perdida, Amélia vive o eterno pesadelo de acordar nas águas escuras de um rio misterioso. Suas únicas certezas: ela está morta e não tem nenhuma lembrança do tempo em que era viva. Ao tentar salvar Joshua, um garoto que se afogava no mesmo rio de águas escuras que a vinha mantendo prisioneira há tanto tempo, Amélia passa ter sensações diferentes e a descobrir os segredos que rondavam sua morte. A conexão entre Amélia e Joshua ultrapassa as barreiras da vida e da morte. E eles precisam proteger essa felicidade a qualquer custo...

Não digo que está no topo da minha lista de leitura, mas definitivamente eu o quero na minha estante. Abaixo o booktrailler.

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

[Vou Ler] Branca dos Mortos e os Sete Zumbis de Abu Fobiya/Fabio Yabu

Lançamento mais recente da Nerdbooks, selo da Nerdstore, e claro que entra na minha lista de leitura! Não sou muito fã de horror/terror, mas sou fag do Jovem Nerd, então sempre quero as tranqueiras que eles vendem. Fazer o que se os caras sabem fazer vitrine?

Confesso que dessa vez não me empolguei com a capa, pelo menos não assim de foto na internet. Talvez, seguindo o molde de PBHa, tenha textura nas letras, ou um brilho diferente, mas pelo que vejo, não. Pelo menos é capa dura, o que dá maior durabilidade ao livro. Quem dera todos meus exemplares tivessem isso.

E cá entre nós, já que o Michel Borges fez as ilustrações, por que não desenhar uma capa foda também? Enfim, vai ver é pra conter despesas ou sei lá...


Sinopse: "Branca dos Mortos e os Sete Zumbis" é o conto que abre o livro de mesmo nome pelo atormentado Abu Fobiya. Tal qual a caixa de pandora, uma vez abertas as páginas deste tomo macabro espalharão pesadelos e sortilégios ao redor do mundo.
Aqui ninguém está a salvo, e o mais importante: nada é o que parece. A pobre filha do rei, cujo único pecado foi ser de todas a mais bela, precisará enfrentar zumbis e a fúria da madrasta invejosa. A morte de uma pequena vendedora de fósforos desencadeia uma série de roubos e um crime aparentemente insolúvel. E o grande segredo da menina do chapeuzinho vermelho será enfim revelado àqueles que tiverem coragem de se aventurar por estas páginas.
Nesta compilação de 11 histórias de terror, zumbis e psicopatas dividem espaço com fadas e animais falantes, numa sucessão de capítulos não-lineares que culminam no fim do mundo e na transformação de tudo o que o leitor julgava saber sobre os contos de fadas.
"Branca dos Mortos e os Sete Zumbis", escrito por Abu Fobiya e ilustrado por Michel Borges, é o terceiro título do selo Nerdbooks, que lançou o best-seller Eduardo Spohr (A Batalha do Apocalipse) e Protocolo Bluehand: Alienígenas.

Se você for no site (link abaixo), dá pra ouvir o dublador Guilherme Briggs narrando trechos do livro, ler um dos contos e/ou comprar. Doações a autora desse post são muitissimo bem vindas!

Fonte da Sinopse: Jovem Nerd
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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

[Vou Ler] Retrato do Meu Coração de Patricia/Meg Cabot

Eu não preciso nem dizer porquê quero ler esse livro não é? Minha musa, diva, poderosa, salve salve Meg Cabot, usando seu pseudônimo Patricia Cabot, vem com a continuação de A Rosa do Inverno, outro livro que necessito desesperadamente ter em minha estante.

Estou em dúvida se gosto dessa capa. É um vestido bonito, cores agradáveis, fonte do título reaproveitada da capa de Liberte Meu Coração, mas eai? Novamente não me diz nada sobre o livro. Aliás, quem é que escolhe essas capas dos livros inócuas? Se não fosse da Cabot, eu daria no máximo uma olhada desdenhosa por ele e passaria batido. A Galera Record tem tanto contato com os leitores no twitter, que me adimira muito ninguém ter ~rageado~. Enfim, há coisas piores por ai...

Sinopse: No passado, a desengonçada Maggie Herbert vivia às turras com os meninos, entre os quais o futuro duque de Rawlings, mas tudo se resumia a provocações e brigas. Agora adultos, eles se reencontram. Porém tudo parece conspirar contra a paixão recém-descoberta. Será que os jovens conseguirão vencer preconceitos - dos outros e os próprios - em nome do amor?

Pelo que andei lendo, é mais um daqueles romances históricos nos moldes de Aprendendo a Seduzir e Pode Beijar a Noiva, cheio de intrigas, romance, comédia, e claro, cenas ~calientes~ que é a marca registrada da Cabot quando costumava usar seu primeiro pseudônimo. Adoro! Ainda terei todos na minha estante! (Fica a dica ai pra quem quiser me dar de presente e tals...)

Não me canso dos livros da Cabot, ela consegue me fazer rir a cada três palavras. Qualquer dia desses eu conto como eu ri histericamente com as duas primeiras linhas de Terra das Sombras, primeiro livro da série A Mediadora, simplesmente a melhor série que eu já tive o prazer de ler.

Fonte da sinopse: Skoob
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

[Vou Ler] Cinquenta tons de Cinza de E. L. James

Hit do momento e mais novo lançamento da intrinseca, neeem preciso dizer que estou louca para por as minhas mãos em um volume de Cinquenta tons de Cinza. Me parece exatamente o tipo de livro que eu gosto, picante, envolvente e sedutor, com um quê de sadomasoquismo.

A capa não me diz muita coisa, e nem o nome, pelo menos não em portugês. Pesquisando por ai, o original tem um trocadilho com o nome do protagonista. (Fifity Shades of Grey, ou as várias tonalidades do Christian Grey) Mas é o que acontece quando se resolve traduzir o título de um livro, você tem que abrir mão de algum elemento para que as pessoas entendam o que estão levando para casa.

Posso falar? A sinopse também não me empolgou muito, pelo menos não essa que eu achei no Skoob. Eu não costumo ler sinopses em outros lugares, a não ser que eu esteja em uma loja física, com o livro nas mãos, e como quem cadastra os livros por lá nem sempre são as editoras, mas sim leitores, nem sempre colocam a melhor. Só soube mesmo do que se tratava quando li a matéria que saiu no site da folha.
Sinopse: Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seu próprios termos...

Saiu também semana passada o vídeo do Marcelinho, sim aquele fantoche fofo que lê contos eróticos, lendo um trecho do livro. Particularmente achei meio sem graça, visto que eu normalmente choro de rir com o Marcelinho. Talvez porque não tem erros grotescos de portugês para ele sacanear? Sei lá, tá meio forçado.



Mas o trecho é excelente! Cada vez me da mais vontade de ler Cinquenta tons de Cinza, e me deliciar com as várias cenas calientes que com certeza recheiam essas páginas.

Link pra comprar aqui.

Fonte da sinopse: Skoob
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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

[Vou Ler] Série Anita Blake, Caçadora de Vampiros - Prazeres Malditos de Laurell K. Hamilton

Senti que meu bloguinho estava ficando meio parado, então resolvi criar essa nova coluna, pra agitar as coisas. Pelo menos três vezes na semana vou colocar a sinopse, e falar um pouco sobre um livro que me interessou e porquê quero lê-lo.

Começarei por Prazeres Malditos, porque já está na minha lista há tempos, e não faço a menor idéia de como ainda não li. Preguiça está no topo da lista, ou talvez eu só esteja meio enjoada de vampiros. Seja como for, ainda pretendo ler este livro, e claro que vou resenhá-lo aqui.

Certeza que não me interessei pela capa, porque vamo combiná que é feia de doer. Não me diz nada sobre o livro, e passa batido numa olhada rápida pela vitrine. Mas lendo a sinópse a coisa definitivamente muda de figura.

Sinopse:
Anita Blake é uma típica garota urbana contemporânea: conhece tudo o que a sua cidade tem para oferecer, trabalha muitas vezes além do horário, se preocupa em pagar contas e ainda consegue enxergar o lado cômico - e muitas vezes irônico - das situações que vive. Só que a Anita ganha a vida de uma maneira peculiar: ela é caçadora de vampiros e ressuscitadora de mortos. Para ela, conviver com zumbis, homens-rato, vampiros, lobisomens e toda sorte de criatura extraordinária faz parte da rotina. Ela é a sensual protagonista de Prazeres Malditos, primeiro livro da norte-americana Laurell K. Hamilton, principal nome da literatura gótica e sobrenatural da atualidade.

Através de Anita, a autora Laurell K. Hamilton consegue tratar de forma criativa e divertida as histórias de vampiro, um dos gêneros literários mais explorados de todos os tempos. Anita fez tanto sucesso entre os fãs do gênero que Prazeres Malditos tornou-se o primeiro romance de uma série a ter a heroína como personagem principal. O resultado deu tão certo que a série Anita Blake foi traduzida para 16 países, vendeu mais de seis milhões de exemplares e ainda ganhará adaptação para o formato graphic novel pela principal editora de quadrinhos do mundo, a Marvel Comics.

Nesta primeira história da saga, Anita, que presta assessoria sobre crimes sobrenaturais para a polícia de St. Louis, investiga, contra a sua vontade, uma série de assassinatos de vampiros. Tudo começa quando ela vai como convidada a uma festa de despedida de solteira numa boate de strip-tease de vampiros cuja gerência está a cargo do sexy sugador de sangue francês Jean-Claude. A noiva acaba enfeitiçada e só se Anita atender os desejos dos vampiros - no caso, descobrir quem os está exterminando - é que ela vai voltar para casa com vida.

Anita conhece então a mestra vampira Nikolaos, que, embora pareça uma menina inocente, é muito poderosa e tem mais de 1.000 anos. O que se segue é uma divertida história de detetive recheada de ação, viradas surpreendentes e pontuada pelo humor ácido desta fascinante protagonista, que seduz os fãs uma boa história de mistério e vampiros em todo o mundo.

Me atrai primeiramente pela própria Anita. Ela parece ser uma chutadora de bundas de primeira categoria. Posso estar redondamente enganada, mas realmente espero, e acho, que não. Gostei também da premissa de os seres sobrenaturais não estarem mais escondidos sob o véu do mito, tendo direitos e deveres como qualquer cidadão.  Dá uma apimentada na trama.

Anita também me parece bem sensata quando se lida com seres desmortos, o que me alivia um pouco, já que as chances de amor a primeira vista com vampiros, lobsomens ou zumbis, é menor. Sério, quem agüenta Isabela Swan de novo? Se bem que é possivel que aconteça, não duvido.

Então é isso, assim que eu ler, eu escrevo a resenha, mas se você não quiser esperar tanto, pode comprar o livro aqui.
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domingo, 1 de julho de 2012

[Resenha] Série Goddess - Deusa da Primavera de P. C. Cast

Apesar de ter ficado um pouco traumatizada com a zoofilia em Deusa do Mar, decidi dar uma chance a Deusa da Primavera. Eu gostei da narrativa só da Cast mãe, mais do que da Kristin, porque não fica soando o tempo todo como adolescentes chatas. (Eu não sei vocês, mas eu consigo notar claramente onde é a Kristin e onde é a P. C. escrevendo em House of Night)

Não consigo me lembrar direito onde o comprei, mas tenho quase certeza de que foi (eu sei que vocês já sabem como essa frase vai terminar) na Bienal. Não dá pra ter certeza porque eu realmente comprei muitos livros na única vez que fui.

Não consegui ir no Domingo, último dia, justamente por ter ficado com dor nas costas devido a quantidade de peso que carreguei o dia todo, dentre os quais tinham, posso afirmar com certeza, os três primeiros exemplares de Game of Thrones, o que não é nenhum piquenique, vocês sabem, fora um ou outro que eu queria que fosse autografado e levei de casa. Mas chega de arenga, vamos ao que interessa.

Nossa heroína, dona de uma padoca à beira da falência, graças a incopentência de seu contador, se depara com uma receita mágica de pizza e decide experimentar, já que não tinha nada mesmo a perder (a não ser a padaria). Invoca Deméter e faz um trato: Demeter deixa a filha, Perséfone, dando um jeito nos negócios, enquanto ela leva a Primavera ao Submundo. Apertam-se as mãos, e a troca de corpo é efetuada.

Lina, a mocinha, que já não pode mais carregar esse título, já que é uma senhora de meia idade, se vê num corpo jovem, e melhor ainda, de uma jovem Deusa. Já chega no Submundo causando, já que com seu dom nato, ela consegue acalmar os cavalos carnívoros de Hades só com um sorriso e fala mansa. Hades, que se assemelha muito com Bruce Wayne, segundo Lina, fica embasbacado, só não sei dizer se pela beleza da jovem Deusa, ou por ela ter levado seus cavalos no dedo com tanta facilidade.

Passeando pelas paisagens brancas do Submundo, Lina incorporando Perséfone, ajuda umas pobres almas perdidas aqui e ali, colhe mel das flores acolá, e se exibe ao luar, vestida de céu, para um certo Deus soturno mais na frente. E quando não está fazendo nada disso, ajuda Hades a distribuir justiça às almas penadas do Submundo, entre elas Euridice. Sim, ela mesma, a famosa. Só que o desfecho é ligeiramente diferente do que estamos acostumadas nas mitologias. Achei simplesmente divino!

E enquanto isso, no mundo presente, Perséfone amassa pão, anda de patins e namora rapazes com idade para ser seu filho, tudo isso no corpinho tamanho 46 de Lina, que por essas alturas já devia estar no 44. Uma verdadeira revolução na até então vidinha patética que ela vinha levando. Achei uma delícia saber dessa vez o que andou se passando com a outra parte da troca, já que em Deusa do Mar isso meio que passou batido. Não que corte no meio da história no Submundo e foque em Perséfone, essa parte agente só vê mais pro fim. Válido de qualquer forma.

Acho as "Deusas" que a Cast cria em seus livros, um tanto quanto "humanizadas" demais. Nyx, Gaia e Deméter não fogem a esse padrão. São Deusas, porém com características humanas palpáveis. Nyx é complacente com todos os seus filhos, Gaia não possui onisciência, nem muito menos sabe julgar caráter muito bem cof..cof..Sarpedon..cof...cof e Deméter é estressada e pavio curto. Até Perséfone, que no começo é cabeça de polvilho de dar dó! Não sei se gosto de ver Deusas retratadas dessa forma, mas não é uma coisa que altere o sabor da leitura, apenas gosto pessoal.

O livro é por enquanto o meu favorito, já que ainda não li Deusa da Rosa, e nem há previsão para tal. Tem bastante cenas deliciosamente calientes, e um ritimo envolvente, pelo menos me prendeu do inicio ao fim. Lendo resenhas por aí, vi que teve gente que não gostou do final. Eu achei espetacular! Uma saida muito elegante para Lina ficar com Hades no final, como tinha que ser, afinal Lina era a Deusa do Submundo. Poder do roteiro? Talvez, mas pouquíssimas vezes eu vi tal poder ser usado com tamanha desenvoltura. Parabéns a todos os envolvidos.

Gostou da resenha? Gostaria de ter o livro? Que tal comprar no Sr. Saraiva e me ajudar com as despesas do blog? Um comentário sobre o que achou também tá valendo. ;)
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quinta-feira, 28 de junho de 2012

[Resenha] Aprendendo a Seduzir de Patricia Cabot / Meg Cabot

Livro da minha Diva, Musa, Poderosa, Absoluta Meg Cabot, usando seu pseudônimo Patricia Cabot, que na verdade é o nome de sua avó, que ela pegou "emprestado".

Estava eu muito bem folheando uma Marie Claire, quando na seção de livros mais vendidos me deparo com essa deliciosa capa. Eu sou uma verdadeira fã de roupas de época, e acharia válido voltar a moda espartilho+crinolina se nesta terra não fizesse tanto calor, então não é de se surpreender que meus olhinhos fossem atraidos pelo belo vestido da moça.

Confesso que cocei a cabeça em dúvida se era da mesma Cabot que estavam se referindo, ou se era parente, mas depois de ler a sinopse não tive dúvidas: Era sim um livro da Meg. Não perdi tempo e encomendei no Sr. Saraiva na mesma hora.

Lady Caroline Linford, encontra-se preocupada por aparentar ser um tanto quanto "virginal" e não conseguir manter seu noivo Marquês interessado, já que ela desafortunadamente encontra-o nos braços, ou melhor, nas pernas de outra mulher durante um baile. Para resolver este problema, Caro decide que precisa de aulas de como fazer amor, e vai pedir ajuda a ninguém menos que Braden Granville, famoso armeiro e mais famoso ainda por ser o Lothario de Londres, uma espécie de Dom Juan.

Braden no começo, claro que recusou, apesar de Caroline ter uma informação valiosa para ele. E isso não seria um livro da Cabot se terminasse assim. Nosso Lothario se vê envolvido até o tutano dos ossos nos olhos de Caroline, não consegue nem mesmo dar atenção a sua noiva, Lady Jaquelin Seldon, que sendo a meretriz infiel que é, não deveria se importar tanto assim com isso. (Mas se me permitem o comentário, se importa sim.)

Mas a essas alturas, Caroline já está fazendo uma nova lista de possiveis professores, já que sua opção numero um lhe deu um redondo não. O orgulho não deixaria ela voltar atrás, portanto Braden teria que ser criativo se quisesse mesmo ser professor da inocente Caro, e para isso, vai usar de artificios conhecidos somente dentre aqueles que dominam todas as artes de sedução.

 Livro divertidíssimo, com cenas mais picantes aqui e ali, um pouquinho de ação, só para dar um gostinho, e claro muitas aulas, práticas e teóricas, de como fazer amor. Definitivamente um dos meus favoritos da Cabot, e um dos que eu mais reli. (Aliás, estou relendo neste momento.) Pra você que curte um bom romance histórico, recomendo fortemente.
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terça-feira, 26 de junho de 2012

[Resenha] Todo Dia Tem Uma Merda de Israel "Izzy" Nobre

Ok, esse não é um livro comum, mas quem disse que estou aqui para somente falar de leitura comum?

Todo Dia Tem Uma Merda é o livro do @IzzyNobre, famoso no twitter por jogar na nossa cara alardiar para quem quiser ouvir que mora no Canadá, e orgulhoso funcionário de uma sex shop norte-americana.

Esse livro nada mais é do que a seleção dos melhores textos do seu site/blog o "Hoje é um bom dia", provando que o que nós queremos mesmo é ver os outros se dando mal. E pode crer que neste singelo livro (setenta e tantas páginas em .PDF) contém muitas cenas do "Kid", como também é conhecido por ai, se fodendo ferrando.

Uma das mais engraçadas com certeza é logo a primeira crônica, de quando ele, por acidente, cagou no tapete do banheiro e em seguida sua noiva pisa no pequeno tolete, seguido de perto de quando desfilou por uma loja lotada do shopping com um rabo de papel higiênico ou ainda quando tentou esquiar numa ladeira mais ingreme do que a parede da própria casa. Pois é, amigos tudo isso aconteceu com o Nobre Izzy. Ou pelo menos é o que ele alega.

Durante as histórias escabrosas, vemos também que o Kid, além de hipocondríaco é extremamente afobado, para não dizer burro, como ilustra o conto em que ele compra um computador novo. Preferir gastar mais de $130 ao invés de $50 só para ter um aparelho funcionando no menor tempo possível é de uma imbecilidade astronômica. E o pior, é que ele teve que voltar mesmo assim à loja, por um mero detalhe técnico, resultando em absolutamente nada. (A não ser pelo fato de ter gastado mais cem pratas.)

São no total 11 histórias que depois que passa realmente é pra rir. O estilo de escrita não é o que se pode dizer de um autor, nota-se de longe que o cara é blogueiro, está ali apenas narrando fatos de sua própria vida, um tanto quanto engraçaralhadamente (aliás, essa palavra existe?) devo acrescentar. Eu particularmente gosto de coisas engraçaralhas, então to aqui chorando de rir até agora.

Senti falta de um índice de capítulos e uma arrumação melhor das imagens no arquivo, as fotos que ilustram o livro, algumas tiradas do próprio celular do autor,  as vezes aparecem na página seguinte, sendo que o texto está na metade da página anterior. Notei também alguns errinhos de concordância e digitação, mas isso tudo agente releva, porque suponho eu que o Izzy fez tudo sozinho, excetuando a arte da capa, que foi o Joelson de Souza quem desenhou.

O livro é gratis, para baixar basta "pagar" um twitt, ou postar no facebook. Tem até doação via orkut, para o caso de você ainda usar essa merda tal rede social. E para aqueles que acharem digno de tal, também pode doar uma quantia no paypal. Para fazer o download, e porque não, dar um pageview pro cara, além de saber mais dos planos de futuros livros dele cliquem aqui.
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sábado, 23 de junho de 2012

[Resenha] Série Herdeiros de Atlântida - Filhos do Éden de Eduardo Spohr

Mais um livro de Eduardo Spohr. O cara tá literalmente "on fire" no mundo editorial. Depois do sucesso de A Batalha do Apocalipse, e claro, do nosso manual de sobrevivência, Protocolo Bluehand - Alienígenas, vamos ao mais novo sucesso de vendas no Brasil, Filhos do Éden.

Comprei este livro também na bienal (um dos trocentos que eu carreguei no lombo um dia inteiro de estande em estante) na vã esperança de conseguir o autógrafo. (Tava levando também o A Batalha do Apocalipse de casa, pense no peso que não estava)

Só que pra ver os autores mais famosos tinhamos que pegar senhas que se esgotavam em 10 segundos, e eu pobrezinha, vindo de Niterói pro Rio Centro, com o engarrafamento Típico desta minha Cidade Maravilhosa, infelizmente não consegui. Mas eu sou brasileira, e já sabem né? Não desisto nunca. Mas você não tá aqui pra me ouvir ler lamuriando sobre isso né? Próximo parágrafo por favor.

Continuando com a temática angélica de ABdA, Spohr dessa vez nos apresenta a novos protagonistas. Rachel, aparentemente uma estudante universitária comum, se vê envolvida em acontecimentos bizarros, mas logo se descobre que ela é um anjo chamada Kaira, enviada a Terra para investigar uma quebra no tratado e que caiu em uma emboscada, tendo suas memórias originais substituidas pelas de uma humana.

Kaira/Rachel se lembra perfeitamente dos pais, da sua casa, da infância, portanto acha muitíssimo suspeito quando dois caras, Urakin e Levi, chegam até ela e dizem que é Capitã de um exército celestial e que tem que voltar com eles pro céu. Dá-lhes uma banana e foge para o que seria sua casa, mas encontra apenas os escombros do que um dia foi um condomínio residencial familiar e surta. É atacada por um demônio, mas consegue se defender dele quando descobre que pode explodir as coisas.

Passando mal por ter comido um fast-food desses da vida, Kaira é levada até Denyel, ex-espião e anjo renegado atrás de anistia, que faz uma macumba de Deus com cerveja e consegue salvá-la. Não posso dizer que Denyel fica feliz com a chegada de três anjos em sua toca, mas aceita ajudar se eles prometerem arranjar com Gabriel um cantinho pra ele no céu. Depois disso partem em busca de aventura e confusão atrás de Atlântida.

O livro tem humor, ação, aventura e inclusive um tantinho de romance. Nota-se de longe o amadurecimento do Spohr na escrita (neste não me perdi muito nas divagações dos personagens). Uma leitura agradabilíssima, leve na maior parte do tempo mas com descrições detalhadas das porradarias. Atrevo-me a dizer que respingou sangue de demônio algumas vezes nos meus olhos durante a leitura.

Creio que não precise ler ABdA para entender Filhos do Éden, muito ao contrário, para quem está conhecendo agora, comece por aqui, onde o "Spohrverso" é melhor explicado. Ah, não sabe o que é o Spohrverso? Sugiro que escute o Nerdcast sobre o livro, mas cuidado: Se você não leu ABdA, contém spoilers!!
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quinta-feira, 21 de junho de 2012

[Resenha] Um Mundo Perfeito de Leonardo Brum

Vocês já devem estar cansados de me ver enumerar os livros que comprei na Bienal passada, não estão? Então nem vou dizer que comprei esse por lá também, que conheci o autor e que ganhei autógrafo.

Mas esse livro, vou te contar, levei gato por lebre. o Leonardo Brum sabe vender o peixe dele, e fui fisgada pela sua simpatia e carisma, junto com o pessoal da divulgação que estava no estande da Novo Século. Até a minha amiga que não curte muito fantasia levou o livro do cara. Se ela leu já são outros quinhentos...

Este singelo livro se passa em Pedra-Luz, ilha fictícia no litoral de Vitória - ES. Há uns trocentos anos, o fundador da ilha passou a perna em uns piratas amerindios e fez fortuna com um certo diamante azul, gema essa que se alega ter poderes mágicos. O velhote aparentemene se matou depois disso, mas não sem antes esconder muito bem a pedra.

Passaram-se os anos. O tal diamante azul virou lenda, e Pedra-luz e seus 206 habitantes viviam suas vidas muito bem obrigada, até que um belo dia todos desapareceram, sem rastro, sem nem desligar o motor do carro que dirá o gás do fogão. Um verdadeiro cenário pós-apocaliptico.

Ismael, funcionário da Central Foods de Vitória, chega na ilha e vê a cena descrita no parágrafo anterior, coça a cabeça e tenta investigar onde raios poderia ter se metido todos os 206 moradores dali. Desliga a chave do carro, cata um papel amassado do chão, desliga a boca do fogão, começa a chorar e se encolhe em posição fetal.

Zita, vidente e amiga de Ismael, segura o papel que este catou no parágrafo anterior, incorpora o melhor espírito de Sibila Trellawney e faz uma profecia. Baba um pouco e passa 6 meses em coma.

Zacarias é o dono do bar local, e deveras ambicioso. Paga um salário de fome aos seus funcionários e se ressente por isso. Um verdadeiro unha de fome, pior até que o Conde Klaus.

Está tudo pela hora da morte!!

Janete é a japonesinha sofredora de bullying, justamente por estar no livro pela cota de orientais. Mas confesso que simpatizei com ela. Nós, da panela dos "esquisitos" da escola temos que nos unir afinal. Juro que se tivesse sangue de porco ia virar "Carrie, a estranha".

Izaak é o comedor da ilha. Tudo o que ele mais deseja nesse mundo é morrer aos oitenta, com a barriga cheia de vinho, e a boca de uma jovem no... bom, vocês que já leram Game of Thrones já sabem como a frase termina. Cata uma loira no bar e quando ela vai embora traça a stalker que o seguiu até em casa. Sentindo-se muito bem consigo mesmo, deflora mais uma no caminho pro bar. As mulheres praticamente imploram por umazinha com ele.

E claro nossa personagem principal Clarice, professora da 3ª série e garçonete nas horas vagas. Mandou os aluninhos imaginarem que tipo de bichos eles gostariam de ser e fazer uma redação, só para eles calarem a boca, ao mesmo tempo em que deseja ser abduzida por Greys.

Telefone minha caaaaasaaa...
E enquanto isso, tem um monstro alado misterioso, filho do cramunhão rondando por ai. Todos, eu disse TODOS fizeram um desejo exatamente as 6:00 PM, horário de Brasilia e foram atendidos na manhã seguinte. Com o diabo é assim, satisfação garantida, ou levo sua alma mesmo assim.

O foda desse livro, e não digo isso de um jeito bom, é que por trás da fantasia, carrega um quê de livro de auto-ajuda, que tudo se resolverá se você tiver fé e toda essa baboseira que a Clarisse Lispector quer que você acredite. Na boa mesmo? Achei uma merda foda.

Creio que só gostei mesmo da Janete e do Izaak, mas ainda sim por ter me identificado com os dois, e não por serem bons personagens. Não há um único personagem legal de verdade ali, nem mesmo Clarice, que escolhi pra ser a protagonista, só porque ela salva a ilha (?) no final.

Aliás tá ai uma coisa horrorosa nesse livro: Não dá pra saber quem é o personagem principal. Já nas primeiras páginas já me perguntava, um tanto receosa, se seria Ismael, e ainda bem que não, porque para um homem da idade dele não deveria chorar tanto.

Enfim, o livro é uma droga, compre e leia por sua conta e risco.
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segunda-feira, 18 de junho de 2012

[Resenha] Série Irmãs Wherlocke - A Vidente de Hannah Howell

Confesso que este livro comprei pela capa, e olha que não sou muito de escolher livros assim, mas achei lindo as fitinhas amarradas com um laço. Só que como eu não sou boba nem nada, dei uma lida na sinopse antes, e já meio que sabia o que me esperava.

As pessoas tem muito disso né? Acham que o livro vai ser bom, só porque tem uma sacanagem diferente na capa, sejam fitas, relevo, brilho, mãos segurando maçãs... Na maioria das vezes é só isso mesmo: uma capa bonita. Mas chega de blablabla e vamos ao que interessa.

Chloe Wherlocke, portadora do dom da visão, assim como a maioria dos membros da família, prevê a morte da irmã no parto e corre para tentar socorrer, mas não consegue chegar a tempo de salvá-los, e antes que pudesse levar a criança consigo, uns homens trocam o bebê morto por um vivinho da Silva, filho do Conde. Chloe, penalizada, leva o bebê pra criar.

Os anos passam, e agora Chloe tem que devolver o menininho para o pai Conde, que a estas alturas já sabia que tipo de megera infiel era sua atual esposa. E para isso vai precisar da ajuda do primo Leopold, agente secreto da rainha. Leo havia vigiado os pasos do Conde de perto, evitando sua morte diversas vezes.

Julian Antony Charles Kenwood, nono Conde de Colinsmoor, sofria de uma crise aguda de dor de corno. Afogava na bebida as mágoas da vida, enquanto se fartava dos seios cálidos das prostitutas do bordel. Se encontrava nesta situação deprimente, já que sua esposa o andava traindo com metade do reino, fora um ou outro cavalariço que estivesse disponível. Nada castra mais eficientemente um homem do século XVIII do que uma esposa infiel.

Nume bela noite, enquanto voltava da esbórnia, nosso nobre Conde sofre mais um atentado a sua vida, desta vez quase fatal. Mas acontece que Leo, agente especial do Reino, está lá para socorrê-lo. Ele e Chloe o escondem do resto do mundo, para que assim possam por um fim nas tramoias da esposa, que quer ficar com a fortuna do marido.

Ainda convalescente, Julian conhece o filho, aliás uma graça de menino, diria até que é o melhor personagem do livro todo. E tem cabelos bonitos xD e fica sabendo dos planos para matá-lo. Sendo um homem e tudo mais, nada me espantou ele ter bradado por um par de muletas imediatamente, para que pudesse ir lá e tirar satisfações pessoalmente. Só que Leo e Chloe trataram de tirar essa ideia da cabeça dele rapidinho.

E como todo livro de banca, não podia faltar cenas ~calientes~. Não é segredo pra ninguém que eu sou chegada numas cenas de sexo em livros, e pode ter certeza que tem muito sexo neste. Sempre soube que as mulheres do século XVIII não eram tão santinhas como querem que agente pense.

Aliás, um adendo aqui. Eu sei que tem muita gente por ai preconceituosa, que fala mal de livros de banca e tudo o mais, mas  aposto que tem um Sabrina escondido embaixo do colchão. Vamo pará de bichisse que livros de banca são legais ou não e tem sexo! Só isso já bastaria pra vocês lerem. (Acho que um dos meus livros favoritos na adolescência era de banca. Moema se bem me lembro... enfim)

Ok, ok, não é daqueles livros de virar sua cabeça, rola um poder do roteiro foda por causa das visões da Chloe, e é meio óbvio que ela e Julian vão ficar juntos no final e claro com um filho no bucho, mas nada é perfeito. O livro diverte, é pequeniniho, dá pra ler em um final de semana, e como já falei lá em cima, a capa é linda por causa das fitas. A @luadepapel_bra está de parabéns por ter trazido a Hannah Howell para os livros de livraria, assim mais gente pode se emocionar com um romance água-com-açucar, pra variar.
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sábado, 9 de junho de 2012

[Resenha] A Pecadora de Petra Hammesfahr

Esse é um daqueles livros que agente só acha por um acaso. Estava eu muito bem na livraria do aeroporto, olhando capas e cheirando livros, quando me deparo com essa singela capa. Pensei logo se tratar de algo bíblico, e já ia devolver pra prateleira, quando li a sinopse. Pensei cá com meus botões, por que não? Só estava levando dois livros para a viagem, não ia durar nem as duas horas de vôo até Brasilia.

Me peguei presa pela narrativa da autora, que suponho, seja alemã com este nome tão singular. A história é bem escrita, pesada na maior parte do tempo, o que não necessáriamente é uma coisa ruim. Só não espere dar muitas risadas com este livro.

Cora Bender, mãe e esposa, além de encontrar tempo para os trabalhos domésticos, também consegue fazer o seu trabalho no escritório do sogro, onde trabalhava de graça, até bater o pézinho e pagar a si mesma e ao marido, que trabalhava na mesma empresa, um salário justo. Não preciso dizer que o sogro não gostou nada dessa história. Mas isso é irrelevante.

Cora normalmente é quieta e reservada, porém dócil. Não se lembra muito de seu passado, mas não perde muito tempo se preocupando com isso. Só que num belo dia, enquanto desfrutava dos raios de sol, na beira do lago com a família, ela ataca um homem, e o mata a facadas, sem nenhum motivo aparente, a não ser porque ele estava beijando a esposa um tanto quanto animado demais.

Só que para o inspetor Rudolf Grovian, matar um homem por estar beijando a esposa em público não é motivo suficiente. E com a pulga atrás da orelha ele resolve investigar o caso que aparentemente já estava solucionado, afinal tinha-se testemunhas e a confissão da assassina. Estava mais do que óbvio que Cora era doida de pedra, e o melhor a se fazer era trancá-la em uma cela alcochoada onde não podera fazer mal a mais ninguém.

E é essa imagem que Cora passa o tempo todo, depois que cometeu o assassinato. Só que Grovian tinha que saber de verdade, e catuca, espreme e aperta, até saber de tudo e mais um pouco, e só vai descansar até entender o porque das coisas, mesmo todos lhe dizendo pra deixar pra lá. Investiga os confins do passado da Cora, mesmo ela implorando para ele parar.

Confesso que esperava um final diferente para este livro. Não que tenha me desagradado o fim escolhido pela autora, só é frustrante. Vivemos o passado da Cora pelo ponto de vista dela, entendemos o porque dela ter surtado, mas não muda o fato dela ter cometido um crime. Talvez haja leis na Alemanha (ou sei lá onde se passa esse livro, não tá bem claro) que prevê esse tipo de coisa.

É um bom livro, recomendo. Não entendo porque não é tão famoso. Talvez porque não fala sobre vampiros, zumbis, ou possui cota para lobisomens descamisados.
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sexta-feira, 8 de junho de 2012

[Resenha] Série Siren - Sereia de Tricia Rayburn *SPOILER ALERT*

Quando li o primeiro capítulo desse livro na internet, fiquei maluca, pensei ter encontrado uma pérola (piadinha infame intencional) literária pra suprir aquela necessidade que leitores do sobrenatural compulsivos possuem.

O livro até que começa bem. A irmã morre, luto, blablabla. Mas ai a nossa protagonista descobre o que todo mundo já tá careca de saber: ninguém é o que parece. E ao invés de conviver com isso e continuar tocando a sua vida chata, ela volta a sua casa de veraneio pra saber o que mais a sua amada irmã andava escondendo.

E quem poderia ter algumas respostas seria Caleb, o namoradinho de verão da falecida. Só que o garoto tá muito ocupado fugindo da Siren wannabe da cidade para dar qualquer tipo de explicação.

Enquanto Caleb está muito ocupado fugindo com seu luto, Vanessa se aproxima do irmão dele, que vejam vocês, sempre teve um tropeço por ela, mas nossa heroína sempre fazia questão de fingir que não notava. E O.K., eles eram amigos de infância e tudo mais, só que eu achei precipitado demais esse romance digamos, tórrido. (E nem teve os detalhes picantes pra ganhar mais uma estrelinha comigo u.u) Primeiro beijo e primeira vez na mesma noite não é pra qualquer um.

Enquanto isso, corpos aparecem dia sim dia não na praia, e a revelação que existem mesmo Sirens na cidade é aceita como se fosse a coisa mais normal do mundo. Ah, são seres mitológicos que vivem na nossa costa, sem problemas! Vamos convidá-las para nossa quermesse e oferecer quentão.



E do nada, sem nenhum motivo aparente, Vanessa corre para um barco, rema até a metade, no meio da chuva, à noite, e fica catucando a água, apesar dela ter medo da propria sombra, e já ter "quase se afogado" num passado não tão distante. Se não fosse os dois irmãos, provavelmente esta seria a morte mais patética já escrita.

Resumindo: Explicação porca do porquê Justine (a irmã) se jogou do penhasco, mais porca ainda a solução para o problema das Sirens, e o PIOR!!!! QUEM É A MÃE DA VANESSA??? Essas respostas devem estar nas continuações, só que este é um livro que eu estou relutando muito em colecionar. O que começou promissor, acabou sendo uma decepção.
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quarta-feira, 6 de junho de 2012

[Resenha] Série Goddess - Deusa do Mar de P.C. Cast

Primeiro livro da série Goddess, e por enquanto o mais fraquinho. O que é uma mudança, já que se você como eu, percebeu o quanto está caindo a qualidade da história de House of Night. Tomara que com esta série aconteça o oposto.

Não que este livro seja ruim, ele até que diverte, apesar de coisas bizarras acontecerem. Um tipo estranho de zoofilia me vem a mente. É picante e engraçado, do jeito que eu gosto. Mas ponto negativo pra tradução, há alguns erros grotescos de ortografia que meu Deus! Me senti lendo um livro escrito por alguém fluente em miguxês! Ok, talvez não miguxês exatamente, mas talvez um aluno da 5ª série.

Christine Canady, sargento da Força Aérea Americana, levava a sua vidinha monótona e patética, até que um dia encontrou um livro de magia. Tomou uma ou duas garrafas de champanhe, dançou nua à luz da lua e ganhou a benção de Gaia. Num belo dia, depois de flertar com um gato fardado, entra num avião que sofre um acidente horrível. Entre a vida e a morte, faz um pacto com Undine/Ondine (sei lá como era o nome da sereia), onde elas trocam de corpo.

Christine, agora de posse de uma bela cauda, está muito bem, nadando feliz, até que encontra o tritão Sarpedon, meio irmão e tarado, que quer porque quer dar umazinha com Undine/Ondine, nem que seja a força. Não sendo boba nem nada, ela dá dez na cauda do golfinho e consegue fugir, pedindo abrigo a Gaia em pessoa. A Deusa, em sua infinita sapiência, dá as dicas do porque de Ondine/Undine ter trocado de corpo com Christine. Como se já não estivesse meio óbvio.

Concedendo pernas a agora sereia fugitiva, Gaia consegue assim, fazer com que Sarpedon vá se esfregar num monte de algas, ou sei lá o que tritões fazem quando querem se aliviar. Só que para isso, Christine precisaria se refugiar em terra, mas ficaria dificil desfilar por ai com uma cauda. A Deusa então faz a sua macumba, dando-lhe pernas, só que ela teria que voltar pro mar, tal qual uma oferenda, a cada 3 dias. Mais uma macumbinha, e nossa heroina é transportada para uma ilha. Na era Medieval.

Andras, literalmente o cavaleiro da armadura brilhante, cavalgava distraidamente em seu cavalo branco puro sangue, quando avista, saindo da água, o que parecia ser uma mulher, já que estava vestindo anáguas e crinolinas, que deveria pesar horrores seco, imagina molhado. Bateu no peito, e foi ao resgate da donzela.

A lorota que Christine contou, foi que era uma princesa whatever que por um feliz acaso sobreviveu a um naufrágio. Tomou um banho de esponja, fez amizade com as freiras do monastério para onde foi levada, e vez ou outra pulava a janela pra tomar banho de mar. Numa dessas escapulidas, conhece Dylan, o tritão doce e sexy (!), com quem rola altas paradas calientes, na areia, na espuma, e até, quem diria, na cama.

Mas você acha que Sarpedon esqueceu sua querida irmãzinha? Negativo. O cara realmente era um stalker de grosso calibre. Catou um jeito de achar Christine em terra e tentar estuprá-la. Chegou ao ponto de fazer a burrice de desacatar dois Deuses, um deles sendo o próprio pai. Tomar uma sova não chegou nem perto do que aconteceu com ele.

Tirando a parte doentia, que meu cérebro catalogou como zoofilia, é bem doce e romântica a história. E o final, que parecia impossível a principio, se tornou realidade, graças a uma mãe Deusa, e um tiquinho só de poder do roteiro. Senti um pouco de falta também do que a verdadeira Ondine/Undine ficou fazendo no corpo da Christine, o que realmente não fez falta no enredo. Só seria legal ver o que uma Semi-Deusa estava fazendo perambulando no mundo moderno.

Pra mim foi uma leitura agradável. Não digo que sorvi cada palavra como se fosse o ar que eu respiro, mas me diverti lendo e isso é o que realmente conta na leitura, certo?

Gostou? Quer ajudar o blog e ter esse livro na sua estante? Pode comprar aqui.
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terça-feira, 5 de junho de 2012

[Resenha] Liberte Meu Coração de Mia Thermopolis, Princesa da Genovia / Meg Cabot

Sua Excelência Real, a Princesa Mia Thermopolis da Genóvia, mostra ao mundo o seu primeiro romance, bla bla bla. Apesar de eu AMAR os livros da Meg Cabot, confesso que a coleção O Diário da Princesa não é dos meus favoritos. Mas isso é coisa pra outro post.

Estamos aqui para falar de Ransom my Heart, ou Liberte meu Coração em português, escrito pela Cabot, e assinado pela Mia. Esse livro aparece, se não me engano, no último volume do O Diário da Princesa. Mia, escreve passagens do livro em seu diário, e suponho eu que a Sra. Cabot decidiu explorar esse nicho. (Quisera eu que a Richelle Mead fizesse o mesmo com Cady e O'Neil... *-*)

Finnula Crais, tomboy do século XIII, diferentemente de suas irmãs, prefere caçar nas terras do conde a fofocar sobre ter filhos e fazer cerveja. Exibe seu belo traseiro por ai em calças de couro justas, o que faz o povo falar. Muito justo, já que na época não havia televisão nem twitter pra se ocuparem.

A vida de Finnula não podia estar melhor. Sem marido e sem filhos pra tomar-lhe o tempo, Ela caçava pra alimentar toda a aldeia no inverno, já que quem devia fazer isso estava morto, nas Cruzadas, ou muito ocupado enchendo os bolsos com dinheiro alheio. O que não impedia de ficar mal falada pelo povo, já que não tinha marido e não se preocupava em vestir saias.

Nossa heroína era mais nova de seis irmãs e um irmão, se encontra com um problema: Sua irmã mais avoada gastou todo o dote em vestidos e presilhas pra cabelo. A solução da época era aparentemente sequestrar um homem rico e pedir resgate, o que é meio doido se você me perguntar. As leis da inglaterra no século XIII aparentemente não punia donzelas que por um acaso abduzissem lords, ou qualquer um com uma bolsa de moedas.

Finn, claro, achando absurda toda a idéia deu-lhe um redondo não, mas as lágrimas da irmã conseguiram amolecer o seu coração. O negócio agora era achar alguém a quem ela pudesse sequestrar. Aparentemente a sobrinha do falecido conde já tinha sequestrado qualquer um com posses nas redondezas. Finnula teria que ser criativa se quisesse ter sucesso.

Hugo Fitzstephen, cavaleiro recém chegado das cruzadas, e com os bolsos cheios de ouro, não fazia a mínima idéia de que aquela garota estranha, vestindo calças, tentaria lhe sequestrar. Só o que ele queria mesmo, era chegar em casa e comer uma bela refeição quente, e deitar em uma cama sem pulgas. Só que anos convivendo apenas com homens e cavalos, creio que ele gostaria também de um corpo quente, de preferencia da variedade feminina, para se aconchegar a noite.

Bolando um plano infalível, e usando bastante de artificios femininos, Finn consegue sequestrar e amarrar Hugo, que mede aproximadamente dois metros de comprimento por três de largura, e de quebra dar um jeito no escudeiro. O negócio agora era só pedir o resgate e sua querida irmã poderia repor o seu dote.

Hugo, sendo um cavaleiro no melhor sentido da palavra, decide que vai se deixar levar prisioneiro, mas só porque sua captora era uma gracinha. Mandou o escudeiro na frente pra avisar aos parentes de que foi sequestrado e pra ajeitar os trâmites do pagamento de resgate. Tudo está bem quando acaba bem, correto? Só que este não seria um livro da Meg Cabot se isso fosse tão simples assim.

No caminho de volta, é claro que as coisas esquentam entre os dois. E devo dizer que a Sra Cabot descreve as cenas mais picantes com riqueza de detalhes, o que aumenta significativemente o prazer da leitura, pelo menos pra mim. Vocês puritanos, e menores de 18 anos, é melhor não lerem...

É um dos meus livros favoritos da Meg, é engraçado, romantico e quente. Fiquei muito feliz quando lançaram no Brasil. Eu já tinha lido em inglês, porque fiquei curiosa enquanto lia Os Diários da Princesa. Recomendo fortemente.
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segunda-feira, 4 de junho de 2012

[Resenha] Sangue Quente de Isaac Marion *SPOILER ALERT*

Este foi um dos 92732893 livros que eu comprei na Bienal do ano passado. Não fazia a menor ideia do que estava levando pra casa, pensei que era apenas uma história de zumbis num futuro apocaliptico. (Heloooo 2012 tá ai, qualquer informação conta)

Sangue Quente não é apenas uma história improvável de amor, é provavelmente a pior perda de tempo da minha vida. (Ok, ok, não a pior, mas certeza que está no top 5.) Se você gostou deste livro, me desculpa mas tú tem um gosto duvidoso pra leitura hein! parabéns.

A história se passa uns anos depois do colapso da humanidade, coisa de uns 10 anos. Temos como personagem principal R (sim, o nome é esse, simplesmente porque ele não se lembra do restante, só a inicial) um zumbi "fresco". Ele ainda não tinha perdido nenhuma orelha, nem nenhuma outra extremidade importante. Sua capacidade mental ainda funcionava muito bem obrigado, apesar de só conseguir falar umas poucas palavras. O foda é que isso faz com que ele pense um bocado.

R vivia sua vida de zumbi em um aeroporto abandonado, e um de seus hobbies era subir e descer as escadas rolantes, isso quando o gerador funcionava. Ele se arrastava por ai, grunhia e babava, até comia uns cérebros que por um acaso estivessem dando mole. Até ai normal, não esperava que a vida (ou morte?) de zumbi fosse uma festa todo dia. R tinha inclusive um melhor amigo, e mais tarde uma esposa e filhos zumbi (!).

Só que nem tudo na vida morte de R eram flores. Como eu disse, ele pensava um bocado, e isso o estava deixando meio deprimido. Essa vida de morto (!) não estava satisfatória para o nosso herói (!!). Até que durante um ataque a uns humanos insurgentes, R come o cérebro de um garoto. Só que esse cérebro era diferente de todos que ele já comeu. Quando posto na boca, R podia acessar as memórias do falecido. E é ai que vira uma galhofada épica.

De posse de um cérebro mágico, R ganhou mais um hobbie: mordiscar pedacinho por pedacinho aquela massa encefálica mistica. E cada vez que ele comia, via uma cena da vida do Perry, o agora defunto. Perry tinha uma vida normal como qualquer outra pessoa, até o holocausto. Ele queria ser escritor, mas virou marceneiro (ou qualquer outra coisa que seu pai impôs, não me lembro). Só que Perry tinha uma namorada, a Julie.

Julie aparentemente era o ar que Perry respirava. Era tão devotado, que morreu no lugar dela. E o R, a cada mordidinha, ficava cada vez mais gamadão na Julie. E a vida morte de R segue nisso, mordiscada no cérebro, grunhidos, cuidava das crianças, opa mais uma mordidinha. E caça. Os zumbis saiam atrás de vivos algumas vezes. Eles podiam sentir o cheiro a uma boa distância. E numa dessas caçadas, R encontra quem? Pois é...

Só que a essa altura, R já ta com os quatro pneus arriados pela Julie, por causa do cérebro do Perry. Ele dá uma porrada no amiguinho zumbi por causa da garota, e toma posse. Você pensaria que ele iria comer (no sentido gastronômico) o cérebro dela, mas não. Ele a leva para o aeroporto. Os zumbis em volta devem ter pensado que era um lanche pra mais tarde ou sei lá.

Então agora a Julie do Perry estava no avião particular do R. Pelo menos ela teve a decência de não confiar nele de cara, nem de deixar ele chegar muito perto. (Estou olhando pra você, Bella Swan!) Só que ela estava começando a ficar intrigada. Oras porque ele não me come logo? (entendam isso como quiser) E é ai que ela começa a gostar dele. Horas ouvindo musica com um zumbi que conseguia formar algumas palavras coerentes de vez enquando faz isso com você.

Só que sendo bem sensata para uma protagonista envolvida com criaturas desmortas, ela convence o R a levá-la de volta pra cidade. R, como além de morto é homem, portanto um gentleman, faz esse favor. Só que na primeira oportunidade, a Julie dá dez na pata do veado. (E levou o carro do R! Ele teve que voltar pro aeroporto a pé, num passo de zumbi. Sacanagem.)

Sacanagem, me deixou apé... :(

E é ai que ele resolve comer o cérebro da vagab... digo, da Julie, certo? Pois é, mas não. Ele tem uma crise de dor de cotovelo, depois descobre que a esposa zumbi estava de caso com o melhor amigo (ou será que isso foi antes?) e ainda por cima começou a ouvir a voz do Perry, mesmo depois de ter comido até o ultimo pedaço do cérebro.

Nosso zumbi esquizofrênico decide então ir atrás da mocinha, que obviamente lhe deu um belo pontapé nos fundilhos, e ver qual é a dela. E como raiva de morto dura pouco, ele pede ajuda ao amigo que comeu, dessa vez no sentido bíblico, a sua esposa e a mais um. Só que pra isso ele teve que desafiar os Ossudos, os zumbis mais velhos que comandavam a comunidade desmorta. R deu uma senhora banana àqueles sacos de ossos e foi andando até a cidade, e em seu rastro os outros dois zumbis.

Juntando seus cérebros não-vivos, os três bolaram um plano infalível. Colocaram um terno no R e lhe pentearam os cabelos. Ele iria se passar por vivo pra poder entrar na comunidade insurgente. R, que era um zumbi com uma coordenação motora muito desenvolvida se comparado com os outros, e devido a sua quase nula decomposição, consegue entrar. (Tudo bem que ver dois outros zumbis CORRENDO possa ter distraído os guardas só um pouco também.)

É legal ver os vivos se virando como podem, tentando sobreviver a zumbis famintos, construindo favelas casas dentro de um estádio de futebol, ensinando as crianças a matar zumbis e tudo o mais. Só que como que o R iria achar Julie no meio de tantos vivos, cheirando tão gostoso?? Batendo de porta em porta, claro! E a primeira porta que ele vê é uma escola, onde estão ensinando adolescentes a mirar na cabeça e a não errar.

#PBHz em breve!
Quando os dois se encontram, Julie faz questão de hospedá-lo em sua casa. Sendo filha do General, ela tem alguns privilégios que falta aos meros mortais. Uma delas é despistar o guarda que veio preencher a ficha de cadastro do mais novo integrante da comunidade viva.

Pra quem tem o bom senso que Deus deu a uma enguia, já sacou que isso não podia dar certo. R, sendo um zumbi que tinha decidido parar de comer vivos gastronomicamente falando, se encontrava mais faminto do que jamais esteve, e mesmo tendo prometido a Julie que não iria matar ninguém, não pôde evitar. E ai amigo, é Protocolo Bluehand ATIVAR!

Nesse meio tempo, na comunidade dos desmortos, mais zumbis estavam mostrando o seu dedo do meio para os Ossudos, resultando num aglomerado de mortos-vivos nos portões do estádio. Os vivos estavam igual baratas tontas, sem saber pra onde atirar, pro lado de dentro ou de fora. Os mortos estavam divididos em quero voltar a ser vivo e só estou aqui porque me disseram que tinha cérebros frescos. R e Julie estavam num fight nervoso com o General Grigio, que por um acaso também é o pai dela. O General despenca 15 metros e vira um Ossudo.

O final desse livro é a coisa mais broxante que eu já li, tanto que vou te contar. R ressuscita, e os Ossudos eram na verdade alienígenas tentando dominar o planeta. Não, não estou brincando, pode comprar aqui e ler o livro se quiser ver com seus próprios olhos. Ou você pode conferir também nos cinemas a partir de agosto desse ano. Também não acredita? Dá uma olhadinha aqui então.

A bem da verdade, eu gostei do livro, apesar da galhofada. O R é bem engraçado, e o jeito que ele vai narrando a sua não-vida te prende mais do que eu poderia esperar de um zumbi. Só detestei de verdade o final, por causa do óbvio poder do roteiro utilizado aqui. Finais forçados tiram o tesão de qualquer leitura. Mas assim como Crepúsculo, eu certamente voltarei a lê-lo, nem que seja pra rir com o R zumbi.
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sexta-feira, 1 de junho de 2012

[Resenha] Série Protocolo Bluehand - Alienigenas de Eduardo Spohr, Alexandre Ottoni e Deive Pazos

Livro essencial pra quem, assim como eu, planeja sobreviver ao apocalipse deste ano.

Escrito pelo autor brasileiro Eduardo "Vince Gloto" Spohr, em conjunto com Alexandre Ottoni e Deive Pazos, o Jovem Nerd e Azaghal, o Anão respectivamente. Não sabe de quem eu estou falando? Clique aqui e se informe AGORA!

O Protocolo Bluehand é descrito logo na capa como o "seu guia definitivo contra a ameaça extraterrestre", e é mesmo. Assim que eu li, percebi que teria sucumbido já nos primeiros dias de invasão. E agora que eu possuo as informações ali contidas, posso ter uma chance de me salvar e à minha familia.

A primeira coisa que fiz quando rasguei o pacote, foi rir do "Nerdinho" na nota fiscal adimirar o trabalho na capa. Não costumo me ater muito a esses detalhes, que são legais e tudo, só que o que eu quero saber mesmo é do que tem dentro. A capa não perde em nada para os livros publicados pelas maiores editoras do país. Tem textura nas marcas de "gosma alien" e no título. As páginas têm marcas de copos e anotações "à caneta", dando a impressão de que é um volume "surrado". Fora os inúmeros "easter eggs" de vários filmes e livros, tipicamente nerds. Só não fiquei muito satisfeita com o tamanho pequenininho do volume, mas só porque fica MUITO diferente dos outros na minha estante. Pois é eu sou cri-cri com isso, superem!

Atenção à regra nº 5!!
Atentem-se às regras básicas. São elas que vão salvar a sua vida numa situação de emergência. O que mais vemos nos filmes, são pessoas burras "indo investigar a luz". NÃO CAIA NESSA! É isso que os aliens esperam e quer que você faça.

Tendo essas cinco regrinhas em mente, está na hora de conhecer o seu inimigo. O Protocolo traz documentos e relatos de testemunhas que o governo não quer que você saiba da existência. Desde a primeira aparição de um OVINI, à alguns exemplos de aliens que você pode vir a enfrentar durante o ataque.

Tem também os tipos de armas que você pode ou não usar, o que estocar para não morrer seco, melhores lugares pra se esconder e todo tipo de estratégia para sobreviver. Eu particularmente podia ter mais umas aulinhas de estratégia de sobrevivência, porque olha...

Pronto, sobrevivemos ao ataque e chutamos umas bundas aliens pra fora do nosso Sistema, e agora? O Protocolo também mostra como lidar com isso, dando ideias de como reorganizar a sociedade e reinstaurar a ordem. Tudo isso com bom humor ao mesmo tempo que mantém a seriedade de um tema tão "galhofa".

O Protocolo Bluehand - Alienigenas é o primeiro de uma série de manuais de sobrevivência a diferentes tipos de apocalipses, sendo o próximo sobre zumbis, ainda sem previsão de lançamento.
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[Resenha] Série Fadas - Asas de Aprilynne Pike

Voltando com o blog, depois de um tempinho sem resenhar nada. Não tenho lido muito também, por pura preguiça, enfim...

Ganhei este de presente de uma amiga, mas confesso que já estava de olho grande nele quando estive na Bienal ano passado. Como já estava carregando uns 200 livros nas costas, e temendo a fúria assassina dos meus pais assim que chegasse a fatura do cartão, optei por não levá-lo. Mas se vc quiser, pode ter o seu exemplar aqui.

E apesar de sim, ter me interessado pela sinopse, comecei a ler este livro com um certo preconceito. Eu gosto de fantasia, mas com um toque mais "caliente", e só pela capa agente vê que é um livro pra menininhas. E eu estava inteiramente certa.

Laurel é uma menina de 15 anos que sempre estudou em casa com a mãe hippie/new age que faz os próprios remédios e é contra médicos. Derrepente ela se vê obrigada a se mudar para uma cidade ligeiramente maior e a estudar numa escola de verdade.

Pra variar, a nossa heroína no começo é uma reclamona de marca maior, mimimizando sobre ter que estudar com outras crianças de 15 anos barulhentas. Isso só até conhecer David, o bonitão líder da panelinha dos populares da hierarquia escolástica.

Logo de cara a Laurel é tachada de doida por estar almoçando alface ao invés de lasanha, mas se livra facilmente disso com um levantar de ombros displicente. Comer mato não é o suficiente pra "bullynar" a novata aparentemente. Gostaria de saber disso quando eu tinha 15 anos...

Os dias passam, e a autora esquece aparentemente das outras pessoas do livro, e foca em Laurel e David o tempo todo. Eu achei meio monótona essa parte de estudar biologia na casa do garoto e não rolar nem uns amassos, mas enfim. Um belo dia, a adolescente que sempre teve a pele de alabastro lisa que nem mármore, descobre sua primeira espinha nas costas. Até ai normal, mamãe New Age mandou passar arnica e tava tudo certo.

Serve pra tudo!!
Só que o troço foi crescendo, crescendo e crescendo até virar uma bola de golfe. A tapada ao invés de correr pra mãe e implorar que fosse levada a um cirurgião plástico em Los Angeles, não. Escondeu o alien debaixo de moletons de alpaca e implorou a qualquer santo que estivesse disposto a ouvir, pra fazer o troço sumir.

E alguém nos planos superiores deve ter ouvido mesmo, porque assim que ela se decidiu contar pra mamãe que estava virando o Quasímodo, o troço sumiu. E virou uma flor...

Basicamente nasceu um "penes" de planta nas costas dela...
Ok, que ela era uma fada, tava meio implícito desde a capa do livro, mas uma FLOR?!?! Ah, que se dane, é só um livro, vamos em frente.

Então a Laurel, que não é do tipo que tem um espelho no quarto, "voa" até o banheiro pra dar uma olhada no que a mãe natureza lhe deu. Imaginei basicamente a flor da capa do livro, já que a descrição não encaixou na minha cabeça. Eram pra ser asas, certo? CERTO?!?!

Ok, sem pânico, vamos arrumar uns cachecóis aqui e amarfanhar a florz inha ona debaixo dum monte de pano, ao invés de sair correndo e pedir aos pais para contratar os melhores especialistas e remover o troço. Pois é...

A infeliz vai pedir ajuda ao melhor amigo/rolo/futuro peguete. Ela corta um pedacinho da flor e manda o cara olhar no microscópio, onde ele atesta o óbvio: É uma flor. Com um suspiro resignado, ela revela pra David que nasceu nela uma planta. E já que ele tava com aquela cara de "sei, agora senta lá, Claudia", Laurel desamarrou os panos e mostrou o que tecnicamente seria as suas genitais. Simples assim, sem nem um jantarzinho antes.

Bestificado com o que estava vendo, o David aproveita pra dar uns beijinhos na boca do que obviamente era uma aberração e merecia ser estudado em seu microscópio. Só que né, cê sabe, o cara já tava doido pra "polinizar" a florzinha dela, se é que me entende..

Viro a página, e a Laurel tem que voltar à casa antiga com os pais pra dar uma olhada, sabe como é, vão vender a propriedade, e tem que estar tudo nos conforme. Laurel coloca a sua viola nas costas e fala pros coroas que ia ali dedilhar umas cordas e ja voltava. Mal chegou e ja foi colocando a flor pra pegar uma brisa. Só que tinha um certo elfo por ali espionando.

Ela tropeça e não consegue amassar as pétalas embaixo dos panos a tempo, mas ele age como se não fosse lá grandes coisas. O que não era mesmo, já que ele é um elfo e aparentemente sabe tudo sobre a descendência dela. Laurel já sabia que era adotada e tudo o mais, só não sabia que era, vejam vocês, uma fada. Ela, claro, não acredita, apesar das evidências. (Nunca sangrou na vida, só come mato e Sprite e, ah sim, tem uma FLOR saindo de suas omoplatas!)

-.-
 Enquanto nossa heroína digere todas essas informações, e limpa o pólen do elfo das mãos, que tal um baile a fantasia? Sim, Laurel foi de fada, só que de tanto amarfanhar a coitada da flor debaixo de panos, a pobre já tava murchando. Caíram-se as pétalas antes de terminar a primeira dança. Mas Tamani, (o elfo do parágrafo anterior, lembra?) disse que murchariam mesmo, mas que era pra ficar tranquila porque ia florescer no ano que vem.

Ok, até aqui a história se arrasta, mas fica mais interessante ou não. Tem uns trolls tentando comprar a antiga propriedade da família porque é ali que se encontra o portal para Avalon. E para conseguir o que querem, esses filhotes de cruz credo envenenam o pai da Laurel, ao ponto da mãe hippie/New Age cogitar levá-lo ao médico.

Precisou o cara cuspir sangue pra algo ser feito, e enquanto isso, tem troll tentando fazer uma mãe atarantada com contas de hospital pra pagar, a assinar papéis duvidosos. Laurel vai até o covil das bestas enfiar um dedo na cara do grandalhão, mas acaba num rio amarrada a uma pedra, junto com David. Mas ela incorpora o MacGyver e salva os dois.

Ai depois é a vez de Tamani colocar em prática suas técnicas ninja aprendidos no exército das fadas. Mata três no melhor estilo Sam Fisher, mas toma uma surra do grandalhão. O Shrek do inferno acaba fugindo, mas não sem antes encher o elfo de pipoco.

E corre com o elfo pra floresta antes que ele perca muita seiva. Já no portão pra Avalon, Laurel conhece o Gandalf das fadas que lhe dá um diamante do tamanho de uma maçã e uma poção pra salvar o pai. Pai salvo, contas pagas, e agora Laurel é a feliz proprietária das terras que guardam um portal mágico.

E ai vem a melhor parte ou não do livro. Incorporando o melhor espírito de Zoey Redbird, Laurel se enrosca com Tamani no meio do mato, mesmo dizendo que vai ficar com o David. A desculpinha é que tem que proteger os pais humanos e tal.

O livro é fofinho, mas como eu disse no começo, é pra menininhas. Talvez melhore ou piore no próximo volume, e eu só vou saber quando ler. E com a minha sorte pra novas séries, vai ser uma merda foda...
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